Julgamento do mensalão…

Atualização de status
De Eduardo Guimarães

Julgamento do mensalão vingou derrotas eleitorais que o PT impõe à direita desde 2002, mas como em 2006, 2010 e 2012 não renderá votos a ela.

Veja, Folha, Globo, Estadão, PSDB, DEM e PSOL podem ter orgasmos com o linchamento dos reús do mensalão, mas continuarão perdendo eleições.

Ano passado, quando o julgamento do mensalão atingiu seu potencial máximo de danos ao PT, este se tornou o partido mais votado do país.

O julgamento do mensalão teve brigas sem fim entre juízes, foi criticado por juristas eminentes e insuspeitos de ser petistas. O povo ignora.

Ao fim, o que se conclui é que o julgamento do mensalão não passou de uma vendeta da direita. Vingou-se das derrotas eleitorais que sofreu.

E que sofrerá. Podem escrever aí.

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A Executiva Nacional do PT, a propósito da decisão do PSB de deixar de participar do governo federal, decide:

ESTRELA DO PT

A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida em São Paulo no dia 23 de setembro de 2013, a propósito da decisão do Partido Socialista Brasileiro – PSB de deixar de participar do governo federal, decide:

1) reafirmar que tanto agora quanto nas eleições de 2014, está em jogo a mesma disputa de projetos que marcou as eleições de 2002, 2006 e 2010;

2) que, portanto, tanto no primeiro quanto no segundo turno, a disputa colocará os partidos em dois campos distintos: um deles representado pelos avanços promovidos pelos governos de Lula e de Dilma, e outro, representado pelos governos hegemonizados pelo PSDB, DEM e PPS;

3) neste sentido, esperamos que o PSB se mantenha ao lado do projeto de mudanças que estão em curso no País;

4) onde o PT decidiu participar de governos dirigidos pelo PSB, assim como onde o PSB participa de governos dirigidos pelo PT, deve prevalecer o debate programático, mantendo a diretriz de que os cargos estão sempre à disposição;

5) orientamos nossos diretórios municipais e estaduais, assim como nossas bancadas, a fortalecerem o campo democrático popular, que em 2014 deverá reeleger a companheira Dilma presidenta.

São Paulo, 23 de setembro de 2013.

Comissão Executiva Nacional do PT

‘Reza, torce muito’, diz Padilha ao ser questionado sobre candidatura

Ministro Alexandre Padilha - Saúde

A audiência pública da Assembleia Legislativa com o ministro Alexandre Padilha (Saúde) nesta quinta-feira (18) teve clima de campanha.

No final do evento, uma mulher que acompanhou a audiência questionou o ministro sobre o que ela poderia fazer para que ele fosse o governador de São Paulo. “Reza, torce muito”, respondeu Padilha, que ficou cerca de 40 minutos posando para fotografia com todos que pediram.

Durante a fala do ministro, uma outra mulher também incentivou aos gritos a candidatura ao governo.

Cerca de 1.000 pessoas lotaram o plenário principal e mais um auditório com telão para acompanhar o ministro que fez um balanço de programas e convênios e anunciou recurso adicional para a rede básica.

A bancada do PT, que organizou o evento, convidou prefeitos, vereadores e agentes da saúde de todo o Estado. A estimativa do PT é que cerca de 200 prefeitos tenham comparecido.

Eventos semelhantes já foram organizados pelos petistas, que trouxeram os ministros, que assim como Padilha são pré-candidatos ao governo do Estado de São Paulo, José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação).

No entanto, os encontros com Cardozo e Mercadante foram em auditórios menores, com capacidade para cerca de 400 pessoas. A liderança do PT informou que foi dado tratamento igual para todos os ministros e que saúde é um tema que costuma mobilizar mais políticos.

O líder da bancada do PSDB, deputado Carlos Bezerra, afirmou que a audiência, na verdade, foi um evento de campanha para Padilha.

“Tivemos que discutir para os deputados do PSDB fazerem perguntas porque, em princípio, houve uma tentativa de blindagem e falaram que os microfones não seriam abertos. Mas a característica de uma audiência pública é o diálogo. Depois deixaram dois deputados perguntarem mas com tempo máximo de três minutos”, afirmou Bezerra.

O PT informou que foi dado espaço para questionamentos mas que devido ao grande número de participantes era preciso limitar.