‘Reza, torce muito’, diz Padilha ao ser questionado sobre candidatura

Ministro Alexandre Padilha - Saúde

A audiência pública da Assembleia Legislativa com o ministro Alexandre Padilha (Saúde) nesta quinta-feira (18) teve clima de campanha.

No final do evento, uma mulher que acompanhou a audiência questionou o ministro sobre o que ela poderia fazer para que ele fosse o governador de São Paulo. “Reza, torce muito”, respondeu Padilha, que ficou cerca de 40 minutos posando para fotografia com todos que pediram.

Durante a fala do ministro, uma outra mulher também incentivou aos gritos a candidatura ao governo.

Cerca de 1.000 pessoas lotaram o plenário principal e mais um auditório com telão para acompanhar o ministro que fez um balanço de programas e convênios e anunciou recurso adicional para a rede básica.

A bancada do PT, que organizou o evento, convidou prefeitos, vereadores e agentes da saúde de todo o Estado. A estimativa do PT é que cerca de 200 prefeitos tenham comparecido.

Eventos semelhantes já foram organizados pelos petistas, que trouxeram os ministros, que assim como Padilha são pré-candidatos ao governo do Estado de São Paulo, José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação).

No entanto, os encontros com Cardozo e Mercadante foram em auditórios menores, com capacidade para cerca de 400 pessoas. A liderança do PT informou que foi dado tratamento igual para todos os ministros e que saúde é um tema que costuma mobilizar mais políticos.

O líder da bancada do PSDB, deputado Carlos Bezerra, afirmou que a audiência, na verdade, foi um evento de campanha para Padilha.

“Tivemos que discutir para os deputados do PSDB fazerem perguntas porque, em princípio, houve uma tentativa de blindagem e falaram que os microfones não seriam abertos. Mas a característica de uma audiência pública é o diálogo. Depois deixaram dois deputados perguntarem mas com tempo máximo de três minutos”, afirmou Bezerra.

O PT informou que foi dado espaço para questionamentos mas que devido ao grande número de participantes era preciso limitar.